Lucro Real: o que é e como funciona esse regime tributário?

O Brasil é um país que tem uma carga tributária notadamente complicada. Para se ter noção, a média é que as empresas dediquem aproximadamente 2.000 horas por ano para poder lidar com as suas responsabilidades tributárias. Por isso, é essencial saber exatamente qual é o melhor regime tributário para o seu caso, de modo a garantir que não pagará mais tributos do que o exigido e nem levará mais tempo do que o necessário para isso. Portanto, é importante conhecer o Lucro Real e ver se ele é uma opção para sua empresa.

O Lucro Real é um regime tributário que costuma ser rejeitado pelas empresas à primeira vista. Considerando o fato de que o Simples Nacional tem a função de simplificar os tributos, assim como o Lucro Presumido, parte-se do princípio que esses são os regimes tributários mais baratos para todas as empresas. No entanto, não é bem assim que as coisas funcionam e esse pensamento pode fazer seu negócio perder dinheiro.

Quer saber mais sobre como esse regime tributário funciona? Então siga a leitura do artigo abaixo!

O que é o Lucro Real?

Trata-se de um regime tributário em que as empresas pagam seus tributos com base na margem de lucro realmente auferida no período avaliado em questão. Ele se destaca por ir em uma direção contrária a do Lucro Presumido, que simplifica a questão ao estipular uma margem de lucro para determinados segmentos econômicos e calcular os tributos em cima disso.

Por essa razão, esse é um sistema tributário mais complexo que os outros. No entanto, isso não significa que, necessariamente, ele tenha uma carga tributária maior. O resultado dependerá de cada contexto e de cada empresa.

A maioria das empresas pode escolher entre o Simples Nacional, o Lucro Presumido e o Real, mas existem algumas que são obrigadas a usar esse sistema tributário. São elas:

  • empresas com faturamento superior a R$78 milhões por ano;
  • companhias do setor financeiro (bancos, cooperativas de crédito, seguro, etc.);
  • empresas com fluxo de capital de origem estrangeira;
  • companhias que trabalham com factoring;
  • empresas que usufruem de benefícios fiscais para reduzir sua carga tributária ou conseguir a isenção de impostos.

Como ele funciona na prática?

Na prática, esse regime tributário funciona em períodos trimestrais (com datas fechando em 31/03, 30/06, 30/09 e 31/12). É necessário calcular o lucro que a empresa realmente obteve durante esse período, removendo todas as despesas das receitas que foram conquistadas no período. Com base nesse lucro registrado, é que são calculados os tributos que serão pagos pela empresa naquele trimestre.

As alíquotas do regime funcionam da seguinte forma:

  • Imposto de Renda de Pessoa Jurídica: 15% para lucros de até R$20.000,00 mensais e 25% acima desse valor;
  • CSLL: 9% em relação a qualquer faixa de lucro do período;
  • PIS: 1,65%;
  • Cofins: até 7,6%.

É importante ter em mente, no entanto, que os valores pagos para PIS e Cofins podem ser descontados com base em pagamentos que a empresa faça para outros negócios em certos contextos. Por isso, é importante ter um planejamento tributário que leve isso em consideração.

Vale a pena usá-lo na sua empresa?

Agora que já entendemos melhor o que é esse regime tributário, é hora de considerar se vale ou não a pena usá-lo na sua empresa. Afinal, seus benefícios compensam os pontos negativos?

Como sempre, a resposta é que depende. Afinal, não existe uma regra básica que se encaixe em todas as empresas e em todos os contextos.

De um lado, o Lucro Real pode ser um sistema tributário muito positivo, especialmente porque permite que empresas usufruam de certos benefícios fiscais para pagar menos impostos.

No entanto, é fato que o regime tributário conta com algumas obrigações extras, como a responsabilidade de fazer as contas trimestralmente, ter de comprovar cada detalhe e controlar o fluxo de caixa com muito mais atenção.

Dito isso, a resposta certa sobre qual sistema tributário é o mais vantajoso dependerá do planejamento da empresa. Ao fazer as contas, é possível determinar qual é o regime que traz mais benefícios e, a partir daí, fazer a escolha mais correta para cada contexto.

Pronto! Agora você já conhece mais sobre o Lucro Real e pode entender melhor se essa é uma opção boa ou não para a sua empresa. É essencial fazer um planejamento tributário para poder escolher o regime tributário mais vantajoso para o seu negócio. Lembre-se de que uma diferença de 2% ou 3% nos impostos pode parecer pequena no papel, mas para uma empresa com, digamos, R$50 milhões de lucro, isso equivale a R$1 milhão ou R$1,5 milhão. Ou seja: é bastante dinheiro!

Caso você considere que o Lucro Real é a melhor opção para a sua empresa, precisará contar com um escritório de contabilidade que seja especializado nesse regime. A Conect é! Conheça os nossos planos agora mesmo e saiba como podemos ajudar a cuidar das suas responsabilidades tributárias!

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